O Japão é logo ali
Um resumo não tão resumido das minhas primeiras 24h no Japão
Ano passado, vulgo 2023, quando foi anunciado que Brasileiros não mais precisariam de visto para turistar pelo Japão, eu certamente fiquei intrigado, pois era bom demais pra ser verdade. Aguardei ansiosamente a data da nova norma entrar em vigor, para comemorar, e quando ela chegou, aparentemente era real oficial: Brasileiros não precisam de visto para turistar no Japão, desde que sua estadia não ultrapasse 90 dias.
Pois bem, decidi que iria usufruir dessa nova lei/norma/acordo mútuo entre países e viajar pro Japão pela primeira vez, algo que sempre tive vontade, mas a burucracia do visto sempre me deixava com preguiça. Decidi começar a estudar Japoneses por conta própria, pra pelo menos entender algumas coisas básicas, e dessa vez estudar pra valer mesmo. Quando eu era pirralho já havia tentado, muito embora eram outros tempos, onde não temos as facilidades dos dias de hoje, eu desistia muito rápido. No máximo cheguei a decorar o alfabeto Katakana, enfim de volta ao assunto.
Digito este texto com um pouco de sono, o jet lag, também conhecido como síndrome da mudança de fuso horário está batendo um pouco agora, as 6 e alguma coisa da noite. Coisas podem não fazer sentido devido a isso.
A viagem até chegar o Japão é um treco um tanto quanto demorado. Pra tentar resumir em uma linha sem vírgulas e sem acentos: peguei 1 ônibus que era pra sair as 09:30 pro aeroporto de Curitiba mas saiu apenas ao meio dia por motivos de falha mêcanica mas até aí tudo bem pois meu voo de Curitiba pra Guarulhos era apenas as 19:00 e de Guarulhos pra Dallas no Texas era apenas as 22:45 ou algo do tipo e em Dallas o avião chegou mais cedo ou seja meu tempo de espera lá na terra dos cowboys era pra ser de 7h acabou virando 8h dito isso o voo de Dallas pra Tokyo durou cerca de 13h o que não foi tão ruim pois o voo estava meio vazio.
Resumindo: Saí no dia 12/02 as 09:00 de casa, cheguei aqui em Tokyo dia 14/02, aproximadamente as 06 da noite.

O que fazer num voo de mais ou menos 13h de duração? De todas as possíveis opções eu bem que tentei dormir um pouco, e até consegui por breves momentos, mas tecnicamente era dia ainda, e meu organismo simplesmente não queria dormir — Sem contar que já havia dormido até que relativamente bem no voo de SP para Dallas, considerando as condições é claro. Passei basicamente o tempo todo ouvindo músicas e assistindo os filmes que as outras pessoas estavam assistindo. Uma pessoa na minha frente assistiu 1917, depois foi pra Top Gun, depois foi pra outro filme que não sei o nome mas que o elenco contava com Jenifer Aniston, Ben Affleck, Scarlett Johansson, depois começou a ver Top Gun 2. Na minha esquerda algumas filheiras pra frente outra pessoa assistia uma série/documentário aparentemente sobre futebol americano, e assim o tempo foi voando.
Faltavam aproximante umas 4h para o avião chegar em Tokyo, tirei a screenshot abaixo:

"Só mais 4h", pensei eu. Se você achou que essas últimas 4 horas foram as mais demoradas de todas fique sabendo que você errou, passaram tão rápidas quanto uma criança fugindo de uma chinelada de mãe.
Lá fora já estava escuro quando o avião finalmente chegou em solo Japonês e finalmente eu desci do mesmo, por um instante eu confundi as coisas. Eram 6 e pouco da noite, achei que era da manhã. Rapidamente voltei pra realidade, e todo o processo burocrático de entrar oficialmente no Japão começou.
Eu não sei examente quando esses novos processos alfandegarios no Japão começou, mas certo dia ouvi dizer que entrar no Japão hoje está menos burocrático do que entrar na Europa, e olha, de fato parece estar mesmo. Tu basicamente preenche um formulário, e no caso se for o digital, tu recebe um QR-Code. Com isso em mãos e seu passaporte, tu apresenta o QR-Code numa etapa, mostra o passaporte na outra e valida o QR-Code novamente numa terceira etapa. Ninguém me perguntou nada, o que vim fazer no Japão nem nada. Não ironicamente, a imigração nos Estados Unidos perguntou: "onde tu tá indo?", respondi "Japão", "Japão, o que você vai fazer lá?" perguntou novamente a pessoa da imigração nos EUA, "Vou lá visitar pela primeira vez", e foi isso basicamente.
Me direcionei até a saída mais próxima do aeroporto de Haneda e fui direto caçar o trem. Mas antes, parei num caixa eletrônico sacar uns trocados, e conferir se o cartão da Wise estava funcionamento mesmo, e já aproveitei e comprei um cartão de transporte fisico, (o famoso Suica, sim SUICA, não confundir com o país Suiça), pois vi e ouvi rumores de que o digital nem sempre funcionava.

Tudo certo, hora de pegar o trem, ou metrô, ou uma nuvem voadora, ou qualquer coisa que me levasse pro hotel. Acabei optanto pelo mais fácil, o metrô. Tive que pedir ajuda para algumas pessoas guiando turistas perdidos assim como eu, mas tudo relativamente tranquilo.
O metrô estava um tanto quanto lotado, horário de pico é claro. O silêncio predominava quase que a totalidade do vagão que eu entrei. Havia algumas conversas parelelas mas nada muito barulhento, talvez algo cultural dos tempos antigos, talvez pelo fato de que quem estava em silêncio olhava atentamente para uma tela de celular.
Umas 7 estações e uns 30 minutos depois desci na estação onde eu deveria descer, fazia uns 12ºC mais ou menos, não estava frio.

Cheguei no hotel, deixei minhas coisas e literalmente fui na lojinha de conveniência da esquina (コンビニ ou konbini) comprar algo pra comer, meu plano era tomar banho, comer algo e dormir, e assim o fiz.

Achei que iria acordar umas 07 da manhã, mas não, acordei era 03 e pouco da matina, e não consegui dormir mais. De todo modo, deu pra descansar legal até, embora agora eu esteja quase dormindo.
Pelo menos aqui na região de Tokyo, não está tão frio. O dia amanhaceu ensolarado e perto das 09 da manhã decidi explorar um pouco as redondezas. Lembrei que eu precisava imprimir o ingresso pro show da NEMOPHILA, e lá fui eu numa loja de conveniência novamente para imprimir o ingresso numa máquina toda especial só para impressão de ingressos que parecia ser algo do desenho animado "Irmão do Jorel".
Dizem pelos becos das ruas que, o Japão dos anos 80 já tinha tecnologia dos anos 2000, essas máquinas de impressão de ingressos talvez seja um exemplo disso. Não acho que sejam dos anos 80 em especifico, mas algo me diz que na época era algo super futurista. O que é um pouco irônico hoje em dia... papel para ticket é algo arcaico, não sei, sei lá.
Ingresso impresso, andei pelos quarteirões daqui. Muitos prédios altos, muitos em construção, muitas vielas estreitas, muitas fachadas interessantes, e é claro, muita gente nas ruas.


Aleatórias e sem sentido. Não preciso dizer que não sou fotográfo, né?
Entrei numa estação de metrô para vistar o famoso Nippon Budokan, local do show da NEMOPHILA.
Nippon Budokan (日本武道館), geralmente referenciado apenas como Budokan, é uma arena no centro de Tóquio, Japão. Foi construído originalmente para a competição de judô dos Jogos Olímpicos de Verão de 1964, daí o seu nome, que pode ser traduzido como "Salão de Artes Marciais". A capacidade da arena é de 14.201 pessoas.
Fonte: Wikipedia
Entrei na estação e acabei saindo sem querer da mesma, confundi uma porta, erro meu, falha no engano, de todo modo voltei pra estação e peguei o metrô rumo ao Budokan.

Pelo que entendi, Budokan foi construído numa pseudo-ilhazinha basicamente encostado no antigo palácio Imperial. Por ali você também vai encontrar o Museu de Ciências, o Museu Nacional de Arte Moderna, um jardim, um café, um estacionamento, e outras coisas mundanas.
Entrei no Café pois estava com sede, não sei se é efeito do jet lag ou o quê, mas aqui no Japão estou com muita sede. Pedi um chá gelado de pêssego, e até agora me arrependo de ter escolhido o copo pequeno. Tomei tão rápido que nem deu tempo de entrar no jardim tomando chá.

Ao vivo e a cores, o Budokan é maior do que imaginei. O show da NEMOPHILA é apenas no sábado, certamente vai ser um grande espetáculo!






Novamente; aleatórias e sem sentido
Até pensei em ir no Museu de Ciências, mas havia uma fila gigante de pessoas e alunos, alunos e pessoas, que desisti. Ao invés disso fui no Museu Nacional de Arte Moderna, sem expectativas e pretensões nenhuma. O ingresso pra ver a exposição custou ¥500, mais ou menos R$ 16,00. Embora fotografias seja permitido no interior do museu, não fotografei nada, apenas observei tudo. Valeu a pena, são 4 andares de exposição, pelo menos a opção que escolhi. Para mais informações e algumas fotos das obras expostas visite o site oficial do museu.
Bom, essa postagem já está beirando as duas mil palavras, amanhã eu conto mais das minhas aventuras por aqui, pois agora vou dormir.
Mas Lucas, cadê as fotos tuas por aí?
Não têm.
Até mais!